terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sistema Respiratório

Atua na condução do ar rico em oxigênio até a circulação do sangue, a fim de ser distribuído pelo organismo e utilizado na liberação de energia que se manifestará em suas atividades e gás carbônico o qual será eliminado pela respiração para fora do corpo.






Respiramos o oxigênio que entra pelas fossas nasais e passa pela faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e chega aos alvéolos. O sangue que chega nos alvéolos, se abastece com o oxigênio vindo das fossas nasais. O sangue abastecido com o oxigênio, sai do pulmão e vai até o coração. Do coração ele será enviado para todas as partes do corpo.




Para que as células do nosso corpo possam produzir energia é necessário que haja oxigênio vindo das fossas nasais e glicose dos alimentos consumidos pelo organismo. O organismo também produzirá gás carbônico o qual será eliminado pela respiração para fora do corpo.




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Reino Plantae

O Reino Plantae é constituído pelas plantas. Existem milhares de espécies de plantas espalhadas por todo o nosso planeta. As plantas são seres eucariontes, pluricelulares, autotróficos e fotossintetizantes.

As plantas estão presentes em nossa alimentação, em nossas casas, e até no caminho o qual fazemos para nos dirigirmos a algum local com certeza veremos algum vegetal.

As plantas tem um papel de extrema importância na produção de matéria orgânica e oxigênio. No entanto, muitas atitudes do ser humano tem gerado um problema que muito nos preocupa que é a destruição da fauna e da flora. É realmente difícil de entender que o homem está destruindo algo que lhe fornece 'oxigênio', essencial para toda criatura.


Atualmente, há cerca de 280 mil espécies de plantas e elas se dividem em quatro grupos, os quais veremos logo a seguir.

Briófitas
As briófitas são plantas pequenas como os musgos e as hepáticas.

Abaixo, musgo sobre rocha próxima a um rio.

Essas plantas são encontradas em locais úmidos e sombreados. São plantas de pequeno porte por não terem vasos condutores.
Geralmente, grandes plantas possuem vasos condutores, o que leva a água e nutrientes para as suas folhas.
Entretanto, este não é o caso das briófitas, elas são avasculares (sem vasos condutores). Sem vasos condutores elas não poderiam levar os nutrientes para o restante da planta.
As briófitas dependem da água para a sua reprodução, e por essa razão não chegam a ultrapassar alguns centímetros de comprimento. Mas, dependendo do lugar, podemos encontrar 'tapetes de musgo', onde a briófita cresce a ponto de ultrapassar alguns metros de comprimento, como na imagem abaixo.

                         
Musgo crescendo sobre rochas.

Tapete de musgo sobre tronco.
                                                             
Musgo crescendo sobre um tronco.


Organização corporal das briófitas
As briófitas não tem folhas, elas possuem filoide,
As briófitas não tem raiz, elas possuem rizoide,
As briófitas não tem caule, elas possuem cauloide, 
No esporófito as briófitas tem o haste que sustenta a cápsula a qual libera esporos.




Ciclo de vida das briófitas
A fase sexuada inicia-se com a produção dos gametas nos gametófitos, que são haploides. Em geral os gametófitos apresentam sexos separados, ou seja, são dioicos.
O gameta masculino, denominado anterozoide, é formado em uma estrutura especial chamada de anterídio. A presença de água para a reprodução é necessária(como a foi citado acima), para que o anterozoide com flagelos possa se locomover em meio líquido. O gameta feminino, a oosfera, é formado no interior de uma estrutura pluricelular, o arquegônio. Em presença de água, o anterozoide se locomove em direção á oosfera, fecundando-a. Desse processo surge um zigoto, o qual da origem a um esporófito jovem diploide. 

A fase assexuada inicia-se no esporófito maduro. Os esporos são formados dentro de estruturas denominadas esporângios, coberta por uma espécie de tampa chamada de caliptra. Nos esporângios ocorre a meiose. Quando completamente maduros, os esporângios rompem-se liberando esporos que podem germinar e originar novos gametófitos, reiniciando o ciclo.


Pteridófitas
As pteridófitas são plantas um pouco mais desenvolvidas que as briófitas. Elas apresentam algumas semelhanças com as briófitas, como a necessidade do ambiente úmido para reprodução.
Essas plantas são vasculares, por isso não precisam ser pequenas para estar sempre em contato com a água, pois os vasos condutores fornecem a planta os nutrientes necessários.

Abaixo, samambaia arborescente.

Há cerca de 13 mil espécies de pteridófitas dispersas pelo mundo todo, nos mais variados ambientes. São conhecidas espécies aquáticas, terrestres, trepadeiras e também epífitas. Em relação ao tamanho dessas plantas, existem representantes pequenas como a aquática salvina e grandes árvores com mais de 10 m de altura.  
Entre as pteridófitas estão as samambaias, as cavalinhas, os licopódios e as selaginelas.

Organização corporal das pteridófitas
As pteridófitas são plantas avasculares. O surgimento de um sistema especializado no transporte de nutrientes permitiu as plantas atingir tamanhos maiores como já havia mencionado no início.
As pteridófitas se diferenciam das demais plantas vasculares pela ausência de flores e sementes. As estruturas presentes nas pteridófitas são raízes, caules e folhas.
Os caules das pteridófitas denominados rizomas, em geral são subterrâneos. Há também algumas pteridófitas as quais tem caules aéreos. 

Ciclo de vida das pteridófitas
Assim como acontece nas briófitas, os gametas das pteridófitas também necessitam de uma meio aquoso para poder fecundar a oosfera.
O gametófito o qual recebe o nome de protalo, é clorofilado e pode ser monoico ou dioico.
O esporófito, fase duradoura do ciclo, apresenta esporângios, nos quais são produzidos esporos. Em algumas pteridófitas, os esporângios ficam reunidos em conjuntos chamados de soros.

A imagem abaixo mostra uma pteridófita. Note que em suas folhas existem várias bolinhas marrons, esses são os soros, o conjunto de esporângios.

As pteridófitas são denominadas isosporadas quando os esporos produzidos são idênticos, e heterosporadas quando os esporos são de dois tipos: um maior (conhecido como megásporo)
e um menor (micrósporo). 
A reprodução ocorre quando os soros liberam o esporângio, que libera os esporos, em seguida vem o protalo. O anterozoide sai do anterídio e vai até a oosfera onde a fecunda para gerar uma nova planta.

Gimnospermas
As gimnospermas são vasculares como as pteridófitas. No entanto elas apresentam algo novo. Essas plantas possuem sementes, algo que nem as briófitas e as pteridófitas tinham.
Essas plantas são mais desenvolvidas que as pteridófitas, pois elas não mais necessitam diretamente de água para se reproduzir como é o caso das plantas anteriores. 
O embrião dessas plantas se desenvolve dentro da 'semente'.

Abaixo, algumas gimnospermas.

A palavra gimnosperma vem do grego e significa 'semente nua'. Isso se deve ao fato de que as sementes destas plantas estão 'nuas', visíveis, sem um corpo para envolve-las ou esconde-las, diferente das angiospermas (grupo de plantas o qual veremos posteriormente) que possuem o 'fruto' que envolve a semente.

Abaixo, imagem de araucárias ou pinheiros-do-paraná.

Abaixo, outras gimnospermas.

As estruturas reprodutoras das gimnospermas se reúnem quase sempre em 'estróbilos'. Em algumas espécies, os estróbilos são conhecidos como pinhas ou cones.

Abaixo, um estróbilo (ou uma pinha) junto a um fungo.

As folhas das gimnospermas podem ter inúmeras variações de formato, tamanho e cor, porém as mais comuns são as folhas alongadas em forma de agulha, denominadas folhas aciculadas. De algumas folhas se extraem óleos aromáticos e medicinais.

Abaixo, uma das maiores árvores existentes, uma sequoia.

Ciclo de vida das gimnospermas
Explicarei o clico de vida das gimnospermas com base na reprodução de uma araucária onde as plantas são dioicas.
Os elementos reprodutivos das gimnospermas são formados em estruturas denominadas estróbilos. Os estróbilos são os esporófitos e se desenvolvem no indivíduo já adulto. O estróbilo feminino é maior que o masculino. No estróbilo masculino formam-se esporângios chamados de microsporângios. Através da meiose, cada saco polínico produz micrósporos, os quais se desenvolvem em grãos de pólen. No estróbilo feminino, (maior que o masculino) formam esporângios denominados megasporângios, que por meiose, originam os megásporos. 
O megásporo fica localizado no interior do esporângio feminino, formando uma estrutura conhecida como óvulo. Este contém, em seu interior, o gametófito feminino, o megaprótalo. No interior do gametófito feminino será formada a oosfera, o gameta feminino. 
O gametófito masculino  é o grão de pólen em germinação, o microprótalo. Nessa estrutura acontece a formação dos gametas masculinos da araucária, os núcleos espermáticos.
Até aqui, é possível observar os nomes das estruturas geradas nos estróbilos ou gametas masculinos e femininos. Sabemos que o estróbilo feminino é maior que o masculino, por essa razão as estruturas femininas são megasporângios, megásporos. Sempre com 'mega' no nome de suas estruturas.
Nas estruturas masculinas, o micro é ligado ao nome dos esporângios e esporos. Ex: microsporângio. 
No tópico abaixo, eu vou explicar como o encontro do tubo polínico encontrará com o gametófito feminino levará a formação do embrião.

Polinização e fecundação 
Polinização é o transporte do grão de pólen até o óvulo. O grão de pólen da araucária, assim como em quase todas as gimnospermas, é bem leve, e facilmente é transportado de uma planta a outra através do vento.
Uma vez dentro do óvulo, o grão de pólen desenvolve-se e dá origem ao tubo polínico. Dentro do tubo polínico há dois gametas masculinos, que são núcleo gaméticos haploides. Esses núcleos espermáticos são como os anterozoides encontrados nas briófitas e nas pteridófitas. 
Somente um desses núcleos espermáticos vai fecundar a oosfera. O outro consequentemente morre. A fecundação da origem ao zigoto, que, após sucessivas mitoses, origina o embrião.

Germinação da semente
Após a fecundação e a formação do embrião, o óvulo se transforma em semente. Como eu havia citado ao inicio deste tópico que trata das gimnospermas, essas plantas apresentam algo novo, algo que nem as briófitas, nem as pteridófitas possuíam, que é a 'semente'. A semente desempenha um papel importante, ela protege o embrião, que dará origem ao futuro esporófito.
A semente é constituída por três partes. O tegumento, o embrião e a endosperma. 

Angiospermas
As angiospermas formam o grupo mais desenvolvido de todas as plantas. Nesse grupo as plantas apresentam vasos condutores, flores, sementes e os frutos. 
Esse é o maior grupo de plantas, o qual estima ter cerca de 250 mil espécies.

A novidade das angiospermas é que elas apresentam o fruto e a flor. Assim como a semente protege o embrião, o fruto tem o papel de proteger a semente, digamos que seria uma armadura para a semente. A palavra 'angiosperma' vem do grego e significa 'urna semente' ou 'semente urna' que se refere ao fruto que seria como uma urna para a semente.
O fruto também auxilia na dispersão da semente para locais diferentes, o que reduz a competição por água e nutrientes e também permite que a espécie colonize outras áreas.

O fruto é bem dividido, e é formado pelo epicarpo que é a parte externa do fruto (a casca) o mesocarpo, o meio do fruto, e o endocarpo que é a parte que fica em contato com a semente.

Abaixo, um abacate.

Abaixo, um tomate.

Os frutos podem ser classificados em frutos carnosos, secos e até pseudofrutos.
 
Uma flor completa apresenta uma haste (pedúnculo), que a prende ao caule, e uma dilatação (receptáculo) na extremidade dessa haste, que serve de base de inserção a círculos de folhas modificadas (verticilos). No receptáculo ou em outras partes formam-se os nectários, responsáveis pela produção do néctar consumido por animais polinizadores.
 
 
Abaixo, as partes de uma flor.
 


 


domingo, 28 de julho de 2013

Reino Monera

Este é um reino constituído por bactérias, organismos procariontes.
As bactérias são encontradas nos mais variados ambientes. Algumas causam doenças ao ser humano, outras vivem no intestino humano fabricando vitaminas do complexo B. Há também aquelas que fermentam o leite, produzindo a coalhada e algumas bactérias juntamente com fungos saprófagos realizam a decomposição de resíduos orgânicos.

Estrutura das bactérias
As bactérias possuem uma parede celular formada por um polissacarídeo e por peptídeos. Muitas possuem flagelo para locomoção.
A membrana plasmática forma invaginações ou dobras, chamadas de mesossomos, ricas em enzimas respiratórias. No citoplasma há uma molécula de ácido desoxirribonucleico circular e ribossomos. Pode haver uma ou mais moléculas menores de acido desoxirribonucleico, os plasmídeos, alguns dos quais tem genes que dão à bactéria resistência a antibióticos.

A maioria das bactérias é heterotrófica, algumas realizam fotossíntese ou quimiossíntese. Podem obter energia por processos aeróbicos e anaeróbicos.

Existem diferentes formas e tipos de colonias de bactérias.

Existem as com formas esféricas (coco)

Existem as em forma de bastonete reto (bacilo)

Em forma de bastonete curvo (vibrião)

Em forma de hélice (espirilo)

Sarcina (cocos formando cubos)

Estreptococos (coco em fileiras)

Estafilococo (cocos em cachos)

Estas são as imagens de algumas colonias e formas de bactérias.

Doenças causadas por bactérias
É de conhecimento de todos que as bactérias, assim como os vírus e algumas espécies de fungos causam doenças. Elas podem ser transmitidas através de alimentos, água ou qualquer objeto contaminado, por gotículas de saliva de doentes ou portadores de determinadas doenças ou por contato sexual.

Algumas das doenças causadas por bactérias são:

Tuberculose - Compromete em geral os pulmões. O doente apresenta tosse persistente, perda de peso, fadiga, febre e, nos casos mais avançados, hemoptise.

Hanseníase (lepra)  - Causa lesões na pele, nas mucosas e nos nervos.

Difteria - Acomete principalmente crianças. Surge um membrana branca na garganta, acompanhada de febre, dor, dificuldade de falar e de engolir.

Coqueluche - Apresenta tosse característica. Afeta mais as crianças.

Escarlatina - Causa dor de garganta, febre, dores musculares, náuseas e vômitos; surgem também erupções vulcânicas na  vermelho escarlate (dai o nome da doença).

Pneumonia - Inicia com febre alta, dor nas costas ou no peito e tosse com expectoração.

Tétano - Causada por um bacilo que pode penetrar no organismo através de ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém-nascido quando cortado com instrumentos não esterilizados. O doente apresenta dor de cabeça, febre e contrações musculares, que provocam rigidez na nuca e na mandíbula. Há casos de morte por asfixia.

Leptospirose - Transmitida por água, alimentos e objetos contaminados por urina de ratos cães a animais portadores da bactéria. O doente apresenta febre alta, calafrios, dores na cabeça, nos músculos e nas articulações.

Sífilis - Em geral é transmitida por contato sexual. Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais de uma ferida de bordas endurecidas, indolor, que regride mesmo sem tratamento, que não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessário diagnóstico e o tratamento médico. 

Febre Tifoide - Provoca úlceras no intestino, diarreia, cólica e febre.


As bactérias, ao ser humano podem trazer tanto benefícios quanto problemas. Há bactérias que vivem em nosso organismo produzindo vitaminas e há também outras bactérias que causam doenças.
Assim como os fungos, elas podem ser, tanto benéficas quanto maléficas.









quinta-feira, 25 de julho de 2013

Reino Protista

Inicialmente, este reino agrupava seres unicelulares eucariontes, como por exemplo os protozoários heterotróficos e as algas autotróficas, mas depois passou a abrigar todas as algas, as unicelulares e as pluricelulares.

Protozoários
Esses seres habitam os mais variados tipos de ambientes, vivem na água e no solo. Existem protozoários de vida livre ou em diversos tipos de associação com outros seres vivos, como o parasitismo (extraem alimento e prejudicam o hospedeiro), o comensalismo (extraem alimento, no entanto não causam prejuízo ao hospedeiro) e o mutualismo (ambos os seres são beneficiados).

Abaixo, a figura de um paramecium


Morfologia 
Os protozoários apresentam grandes variações de formas, dependendo da fase evolutiva e do meio ao qual vivem. Eles podem ser alongados, esféricos e podem até mesmo alterar a sua forma constantemente como é o caso das amebas.


Captura de alimento e locomoção
Muitos protozoários utilizam uma ou mais organelas para poderem se locomover.
Os pseudópodes, por exemplo, são expansões temporárias do citoplasma emitidas por meio da deformação da célula. Além de auxiliarem na locomoção, os pseudópodes também são utilizados para a obtenção de alimento.
Os flagelos e os cílios são prolongamentos derivados do centríolo. Os cílios possuem a mesma estrutura dos flagelos, porém são menores e em grande quantidade.
Alguns gêneros como o Trypanosoma, apresentam uma membrana ondulante a qual auxilia na locomoção.


Nutrição
Uma grande parte dos protozoários são heterotróficos, podendo ingerir partículas alimentares do meio e digeri-las intracelularmente , ou até mesmo absorver substâncias dissolvidas na água por meio de difusão.
Algumas poucas espécies são capazes de realizar o tão famoso processo da fotossíntese por apresentarem um pigmento o qual pode absorver a luz solar e sintetizar substâncias orgânicas. Há ainda protozoários mixotróficos, que são capazes de se alimentar utilizando mais de uma dessas formas.


Respiração
Nos protozoários, as trocas gasosas ocorrem por toda a superfície celular. Os aeróbios, que vivem em meios com disponibilidade de gás oxigênio, possuem mitocôndrias, nas quais ocorre liberação de energia utilizada nos processos metabólicos. Normalmente são mais complexos que os anaeróbios, que sobrevivem em locais onde o oxigênio é limitado.


Reprodução
Após o período de crescimento, os protozoários entram em ciclo reprodutivo.
Geralmente, a reprodução desses micro-organismos é assexuada e ocorre por cissiparidade ou por brotamento, resultando duas ou mais novas células. Há também espécies as quais apresentam reprodução sexuada e processos de multiplicação complexos.


Doenças causadas por protozoários 
Da mesma forma como fungos, animais e bactérias, os protozoários também podem causar sérios danos ao ser humano.

- Malária
A Malária é uma parasitose tropical causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos através do mosquito do gênero Anopheles.

Abaixo, mosquito vetor da doença

- Giardíase
Provocada pela Giardia lambia. O doente apresenta infecções no intestino delgado e diarreias que podem ter graves consequências, como a desidratação. A transmissão ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados.

- Amebíase
Existem várias espécies de Amebas no organismo humano, que geralmente, não causam doenças. Uma delas é uma espécie que vive em nosso tubo digestório denominada Entamoeba histolytica. Contudo, em determinadas condições ela pode se tornar patogênica.
A transmissão da doença é direta e ocorre quando os cistos são ingeridos junto com as verduras cruas e frutas, ou por meio de água contaminada por fezes. No organismo seu período de incubação geralmente demora de duas a quatro semanas, mas também pode variar de dias a anos em determinados casos.


Quando falamos em doenças causadas por protozoários, a maioria das pessoas lembra da famosa doença de Chagas, causada pelo bicho barbeiro.

- Doença de Chagas
A doença de Chagas é causada pelo protozoário da espécie Trypanosoma cruzi. Este protozoário se encontra dentro de um percevejo conhecido como Bicho Barbeiro (ou só Barbeiro). Este é um percevejo o qual se alimenta de sangue (hematófago)  possui hábitos noturnos.
Durante o dia o Barbeiro fica escondido em frestas, em buracos, em casas de pau a pique, ou em qualquer lugar escuro. Durante a noite ele sai para se alimentar.
Ao se alimentar de sangue, (seja de pessoas ou de qualquer outro animal) no mesmo local em que se alimenta o percevejo defeca. O indivíduo, irritado com a picada acaba se coçando e isso faz com que as fezes do Barbeiro entrem pela ferida causada pela picada, contaminando assim o indivíduo. As fezes também podem penetrar no corpo pela mucosa ocular ou oral.

Abaixo, Barbeiro, percevejo do gênero Triatoma



A Doença de Chagas tem cura?
 - Ainda não há vacinas, o indivíduo pode viver vinte anos ou mais para saber que esta infectado.
 Vários estudos para a cura de doenças vem sendo realizados e algumas até conseguem ser tratadas no início. No entanto só se descobre que esta com a doença de Chagas quando ela esta avançada.



Algas
Assim como os protozoários, as algas também são representantes do domínio Eukarya. Elas são autótrofas fotossintetizantes.
A maioria das algas é marinha, e a menor parte é de água doce. No entanto, existem algumas espécies terrestres restritas a ambientes úmidos. A água ao seu redor permite que as células se mantenham hidratadas e sejam capazes de absorver os nutrientes de que necessitam.
As algas podem flutuar ou viver fixas no fundo dos mares, nos rios e sobre rochas.




Algumas algas fazem associações mutualísticas com outros seres vivos.



A imagem ao lado mostra um líquen em uma árvore, uma associação mutualística entre um fungo e uma alga.




Reprodução das algas
As algas podem se reproduzir das formas sexuada ou assexuada.
A reprodução sexuada gera indivíduos com genomas idênticos ao dos genitores. No entanto, como ela é mais rápida, permite o aumento da população em menor tempo. Na reprodução sexuada, ocorre a mistura dos genomas dos genitores, o que promove variabilidade gênica entre os descendentes.


Olhe atentamente para a imagem abaixo
A imagem acima é a de um 'lago'. Pode não parecer devido a sua coloração rosa, mas este lago existe e fica localizado em Senegal.
Você deve estar se perguntando O que tem haver um lago cor de rosa com as algas?
A explicação é simples!
Este lago é rosa devido a elevados níveis de sal. Uma microalga, a qual se reproduz em meios com alta concentração de sal é a responsável pela coloração diferente do lago.

Abaixo, a microalga Dunaliella salina. Responsável pela coloração rosa do lago.


Assim como alguns fungos,as algas também possuem bioluminescência. A alga da espécie Noctiluca scintillans é um ser bioluminescente e esta espécie resolveu se reproduzir em alta concentração em um lago na Austrália tornando o brilhante. 

Abaixo, lago brilhante na Austrália. Seu brilho se deve a bioluminescência das algas.










quarta-feira, 23 de maio de 2012

Reino Fungi

Os fungos são popularmente conhecidos como: Bolores ou mofos, Cogumelos, Lêvedos, Orelhas de Pau. Os fungos apresentam uma ampla variedade de espécies com cerca de 200.000 espécies.

 O ramo da da Biologia que estuda os fungos é a Micologia (mycos: fungo). Assim como as bactérias, os fungos são importantes decompositores. Os fungos saprófagos (ou sapróbios) são decompositores de matéria orgânica, alimentam-se de substâncias orgânicas de folhas mortas, de cadáveres e de resíduos, contribuindo para a reciclagem da matéria.



A capacidade dos fungos de decompor matéria orgânica pode também causar problemas, uma vez que os fungos destroem alimentos, roupas, papéis, couros, e muitos outros produtos.


Ao lado, fungos apodrecendo uma ponkan.


Assim como as bactérias, os fungos também podem ser usados na biorremediação, por exemplo, no  caso de acidentes com derramamento de petróleo no mar, e como bioinseticidas, no combate a pragas na agricultura. Por exemplo, contra as cigarrinhas que atacam as folhas da cana-de-açucar ou as pastagens, podem ser usados fungos como o Metarhizium anisopliae.


  Os fungos são eucariontes e, embora existam formas unicelulares, como o levedo, a maioria é
formada por um emaranhado de filamentos, as hifas, cujo conjunto se chama micélio.
 A parede das células é formada por quitina, polissacarídeo nitrogenado que aparece também no esqueleto dos artrópodes (insetos crustáceos e outros); em alguns casos, há também celulose.
 Alguns fungos possuem estruturas reprodutoras, os corpos frutíferos ou de frutificação, que correspondem a parte visível acima do solo, chamada cogumelo


A nutrição é heterotrófica por absorção de moléculas orgânicas simples, que podem vir de uma digestão extracorpórea realizada pelo próprio fungo: ele lança no ambiente enzimas digestivas que desdobram moléculas menores. Nesse processo, muitos fungos atuam como decompositores, absorvendo as moléculas  orgânicas de organismos mortos, atuando como saprófagos  ou sapróbios (sapros: podre). Outros, porém, são parasitas, instalando-se no corpo de outros seres vivos e dele retirando seu alimento.
 Há, ainda, fungos que obtêm alimento por meio de uma relação mutualística (liquens e micorrizas) e aqueles que são predadores, capturando pequenos seres vivos.
 O glicídio usado como reserva de energia é o glicogênio. O transporte de substâncias é facilitado por uma corrente citoplasmática que percorre as hifas.


 A reprodução dos fungos pode ser assexuada por brotamento, nas formas unicelulares, por fragmentação do micélio ou pela produção de esporos.

  Os esporos são células em geral imóveis, resistentes a ambientes desfavoráveis, que, por mitose, originam novos indivíduos. São produzidos pelos esporângios, estruturas que se elevam acima do micélio, o que facilita sua dispersão pelo vento.
A grande capacidade de dispersão, aliada à velocidade de multiplicação do esporo e ao rápido crescimento do fungo, compensa a sua imobilidade.

Ao lado, fungo unicelular Saccharomyces cerevisiae em brotamento.
Saccharomyces cerevisiae é um levedo microscópico usado na produção de pão e de bebidas alcoólicas.

 Como vimos anteriormente alguns fungos são saprófagos e junto com as bactérias fazem a decomposição da matéria orgânica, outros são parasitas e alguns como o  Saccharomyces cerevisiae são utilizados na fabricação de pães e bebidas alcoólicas, mas há também fungos que são comestíveis como por exemplo: os cogumelos Agaricus brunnescens (popularmente conhecido como champignon), Morchella, Lactarius deliciosus

                                                         Agaricus brunnescens

                                                           Morchella     

                                                          Lactarius deliciosus

 Embora existam cogumelos comestíveis e até medicinais, não é recomendado ingeri-los sem ter conhecimento de sua espécie, pois, há também cogumelos que são tóxicos, alucinógenos e alguns chegam a matar o individuo, como por exemplo:


                                                          Amanita muscaria

                                                         Amanita phalloides

                                                       Panaeolus sphinctrinus


                                                          Amanita gemmata


 Doenças causadas por fungos
Micose: é uma doença causada por fungos nos seres humanos, se encontra na parte externa da pele ou nas unhas alimentando-se de gorduras ou de uma proteína denominada queratina. Os fungos se reproduzem bem em ambientes úmidos e quentes, algumas formas de contrair micoses são: uso de toalhas, calçados, meias e roupas de outras pessoas ou mal lavadas, andar descalço em solos úmidos ou públicos, uso prolongado de roupas ou calçados molhados.
Frieira (ou pé-de-atleta): é uma das mais comuns doenças causadas por fungos, esta doença é causada pelo fungo do gênero Thicophyton, um dos modos de contrair a frieira é usando calçados molhados, andar descalço em solos úmidos ou deixar o pé molhado por muito tempo.
 Para diminuir o risco de contrair estes tipos de infecções é preciso: evitar andar descalço em solos molhados, não use tênis por muito tempo, quando estiver em casa é bom estar calçado com um chinelo de borracha, é sempre bom calçar tênis diferentes de um dia para o outro, evite pedir emprestado meias, chuteiras ou calções.

ATENÇÃO
"Estas informações acima a respeito de doenças e prevenções não substituem a orientação médica, nem podem ser usadas para diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças".


Líquens e Micorrizas
 Os fungos podem estabelecer associações íntimas e permanentes com outros organismos, chamadas líquens e micorrizas. Em ambas, os dois organismos são beneficiados. A troca de benefícios é tão profunda que a sobrevivência isolada dos associados fica comprometida. Quando isso acontece, a associação é classificada  como mutualismo ou simbiose mutualística.

Líquens
 São associações entre um fungo (geralmente um ascomiceto, em 95% das vezes) e uma alga (quase sempre uma clorofícea) ou uma cianobactéria. O líquen recebe o nome científico do nome do fungo nele presente.
 O fungo produz um ácido que desagrega as rochas e, através de suas hifas, absorve água e sais minerais do solo e da água da chuva, fornecendo-os á alga. Esta fornece ao fungo matéria orgânica produzida na fotossíntese. Na associação com cianobactérias pode haver aproveitamento do nitrogênio do ar: as cianobactérias usam o gás nitrogênio para sintetizar compostos nitrogenados que poderão ser aproveitados também pelo fungo.
Líquen na árvore 


Micorrizas
 São associações de fungos (a maioria basidiomicetos) com as raízes de muitas espécies de plantas. As hifas envolvem as raízes das plantas ou penetram em suas células. Com isso, o fungo aumenta a superfície de absorção de água e sais minerais das raízes, além de converter certos sais minerais em formas mais facilmente absorvidas pela planta. Em troca, a planta fornece substâncias orgânicas ao fungo.
Esquema de uma Micorriza


 Como foi visto anteriormente os fungos possuem várias funções, alguns decompõe matéria orgânica, outros parasitam animais, plantas ou seres vivos e também são usados na medicina.
 O primeiro antibiótico foi descoberto devido a um fungo, e foi uma descoberta meio acidental. Em 1928 o cientista escocês Alexander Fleming estava cultivando um tipo de bactéria patogênica em placas de vidro quando observou um fenômeno estranho. Uma das placas tinha sido contaminada por um fungo e, ao seu redor, havia uma região clara, na qual nenhuma bactéria crescia. Ao ver e analisar o estranho fenômeno, deduziu então que talvez o fungo produzisse uma  substância capaz de impedir o crescimento das bactérias.
 O fungo era uma espécie de Penicillium, e a substância produzida foi chamada penicilina. Desta forma surgiu o primeiro antibiótico.
Fungo da espécie Penicillium, visto a microscópio eletrônico.
Fungo da espécie Penicillium na laranja.

Curiosidades
A bioluminescência é um processo bioquímico utilizado por muitos animais, moluscos e algas marinhas, resultando na produção de luz. Existem espécies de fungos capazes de produzir esta luz e realizar o processo de bioluminescência. Embora visto por muitas poucas pessoas é um fenômeno incrível!
Alguns fungos capazes de realizar este processo fantástico são:

                                                             Gerronema viridilucens 

Mycena luxaeterna

Mycena fera





Existem várias espécies de fungos parasitas, mas um que me chamou muito a atenção foi o fungo da espécie Ophiocordyceps unilateralis um fungo que parasita formigas.

Este fungo ao parasitar o inseto, muda o seu comportamento o controlando e cresce dentro do corpo do animal, beneficiando o fungo.

Quando parasitada pelo fungo a formiga muda o seu comportamento (pois agora esta sendo controlada pelo fungo), morrendo aos poucos a formiga parasitada vai até uma folha e morde com uma força acima do normal a nervura central, o risco central da folha em seguida o inseto morre com as suas mandíbulas presas na folha. Após isso o fungo vai crescendo cada vez mais, agora saindo da formiga ele cresce pela sua cabeça e após isso ele forma um tipo de esporângio que ao abrir libera esporos que caem no solo e infectam mais formigas.

Abaixo fungo Ophiocordyceps unilateralis brotando da cabeça de uma formiga parasitada.



Classificação dos fungos
 Por muito tempo os fungos foram integrantes do reino das plantas, no entanto tem algo que diferencia os fungos das plantas, eles não possuem clorofila, e eles são seres heterotróficos, diferente das plantas que são autotróficas.
 Os fungos são classificados em alguns filos, são eles:

Quitridiomicetos (Chytridiomycota)
  Este grupo é pequeno comparado aos outros, pois abrange apenas 800 espécies de fungos. Os quitridiomicetos apresentam  seres unicelulares ou filamentosos. Uma importante característica é a presença de quitina na parede celular, o que contribui para classifica-los como integrantes do reino dos fungos. Esses fungos habitam principalmente ambientes aquáticos, de água doce ou salgada. Os quitridiomicetos são heterótrofos, isto é, absorvem água e nutrientes do ambiente, assim como os demais fungos. Os modos de vida podem variar, mas grande parte deles é parasita, obtendo seus nutrientes orgânicos de algas, larvas de insetos e vermes. Também são comuns os membros saprófagos, estes conseguem seus nutrientes através da decomposição de matéria orgânica morta de plantas e animais. Uma característica marcante desse grupo é a presença de flagelo em alguma fase da vida. O flagelo auxilia a locomoção em meio aquático.

Abaixo imagem de um quitridiomiceto


Zigomicetos (Zygomycota)
 Os zigomicetos constituem um grupo formado por cerca de mil espécies conhecidas. São também chamados de ficomicetos. 
 Os zigomicetos compreendem algumas espécies unicelulares, mas a maioria é composta por fungos filamentosos. Outra característica comum é a parede celular composta por quitina. 
 Em geral, são saprófagos que vivem livremente no solo, alimentando-se de matéria orgânica em decomposição. O Rhizopus stolonifer, responsável pelo bolor preto do pão, cresce em substratos com teores elevados de umidade, ricos em açucares, como pães, frutas, etc. Há também parasitas que se instalam em alguns invertebrados, mas são os menos comuns. Zigomicetos também podem constituir micorrizas.

Abaixo, bolor no pão


Ascomicetos (Ascomycota)
 Este é um grupo vasto, com cerca de 30 mil espécies de fungos, é um grupo bem grande. Existem formas unicelulares, chamadas leveduras, e formas filamentosas como mofos e bolores. O fungo Saccharomyces cerevisiae é uma espécie de levedura, no começo desta postagem ele já apareceu, ele é conhecido por ser utilizado por fabricar bebidas alcoólicas e fermento. Devido a tal característica, essa levedura é largamente utilizada como fermento biológico, no preparo de pães e cerveja. Além disso esse fungo possui a capacidade de sintetizar certos antibióticos e tem grande potencial para o controle de doenças vegetais.
 Os ascomicetos saprófagos tem grande importância na decomposição da matéria orgânica, esses fungos decompõe matéria orgânica resistente, exercendo importantes funções ecológicas. O modo de vida parasitário também é comum. Além dos saprófagos e parasitas, alguns ascomicetos podem ser mutualísticos formando micorrizas e a maioria dos líquens.

Abaixo, alguns exemplos de ascomicetos
Morchella esculenta

Sarcoscypha coccinea


Basidiomicetos (Basidiomycota)
 Esse filo possui cerca de 25 mil espécies descritas e inclui os fungos mais conhecidos.
 A esse grupo pertencem as orelhas-de-pau e os cogumelos como o Agaricus campestris usado na alimentação. Seus representantes são predominantemente miceliais (ou filamentosos), embora existam formas unicelulares. A estrutura do micélio é bem desenvolvida.

Alguns exemplos de basidiomicetos são:
orelha-de-pau

Cogumelos como:
o Amanita muscaria




Este vídeo que eu criei fala um pouco mais sobre o Reino Fungi.